Conheça a história da azeitona branca – espécie rara que voltou a ser produzida no sul da Itália

As oliveiras, um dos símbolos da Itália, é mesmo uma espécie surpreendente.

Recentemente, a Leucocarpa, também chamada Leucolea, que significa “óleo branco”, voltou a ser produzida por agricultores locais. Esta espécie, principalmente difundida nas regiões do sul da Itália, é uma variedade de azeitona caracterizada por pequenos frutos que, durante o amadurecimento, assumem uma cor branco-marfim. 

As quatro espécimes encontradas nas proximidades de fazendas que antes pertenciam aos mosteiros, particularmente difundidos na Calábria entre os séculos VII e X, foram salvas graças aos olivicultores e agrônomos, e reproduzidas com novos enxertos,  revivendo assim essas belas e antigas espécies. As pesquisas ainda estão em andamento, mas mudas de leucolea são atualmente encontradas em alguns viveiros da região.

Conforme relatam fontes históricas, os monges foram os responsáveis pelo plantio e provavelmente cuidaram dessas oliveiras para usá-las em suas atividades e rituais sagrados. É por isso que Leucocarpa é frequentemente cultivada perto de conventos, onde seu azeite, depois de receber uma bênção, é destinado aos sacramentos e outros ritos católicos e, no passado, para ungir os imperadores durante as cerimônias de coroação.
Essa é mais uma evidência de como os povos antigos, independentemente de seu credo, associaram a oliveira e o azeite à sacralidade, a ponto de hoje em dia a oliveira ser considerada universalmente um símbolo da paz.

Devido à cor branca das frutas, que na cultura ocidental simboliza pureza, acabou sendo utilizada principalmente para fins religiosos.

O azeite de leucolea, também era chamado de “óleo de crisma”, era usado em atos litúrgicos para ungir sacerdotes e altos cargos imperiais bizantinos, em cerimônias de coroação de imperadores e, sobretudo, como óleo sagrado em atos religiosos, como batismo, confirmação e unção dos enfermos.

Em relação as características, o azeite produzido a partir dessa variedade é igual aos demais no que diz respeito à composição de ácidos graxos. O sabor e aroma são típicos de um produto leve e frutado, porém com um toque picante e amargo agradável. A grande particularidade fica por conta da sua cor: incolor!

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